Nascente

Helena Bernardes - 2009 (1)

Helena Bernardes - 2009 (2)
Fotos de Helena Bernardes – 2009

O Rio Piracanjuba nasce no DAIA em Silvânia e segue seu curso até sua foz no rio Corumbá. O rio não começa grande, ele inicia com a água que aflora da terra e começa a se dispersar em direção ao ponto mais baixo do relevo, ou seja, ele começa pequenino e vai ganhando corpo à medida que vai recebendo as águas de outros córregos e rios.

O estágio de degradação ambiental em que se encontra o leito do Rio Piracanjuba, acelerou os processos erosivos e consequente, os assoreamentos do curso d’água. Isto tem sido ocasionado pela exploração sem planejamento do recurso mineral (areia), uso inadequado do solo quanto à forma de cultivo de lavouras de subsistência, a substituição da vegetação nativa pelas pastagens sem a preocupação de preservar os demais recursos naturais anteriormente existentes.

A retirada de areia é uma atividade que altera intensamente a área minerada, gerando transformações no meio físico e no meio biótico, com redução da biodiversidade. Ressalta-se que a atividade mineradora é necessária, desde que seja realizada de maneira sustentável e respeitando a legislação.

A grande dificuldade, que provoca a morte lenta e gradual do Rio Piracanjuba e suas nascentes, está na falta de fiscalização por parte dos governos estaduais e municipais, restando a nós, iniciativa civil organizada, detectarmos e apresentarmos as autoridades competentes os pontos de degradação e vulnerabilidade.